
A lenda conta que, enquanto Shiva estava ausente por muitos anos nas montanhas meditando, Parvati, sua esposa, desejou criar um filho que a protegesse durante a sua ausência. Assim, ela criou Ganesha a partir do barro, deu-lhe vida e colocou-o à entrada de casa.
Um belo dia, Shiva voltou para casa e Ganesha, desconhecido para ele, bloqueou a passagem, não lhe permitindo a entrada. Isso resultou numa luta, durante a qual Shiva cortou a cabeça de Ganesha com a sua arma, o Trishula. Ao ver o que havia acontecido, Parvati ficou devastada e triste, e explicou que Ganesha era o filho deles.
Shiva, então, prometeu dar novamente a vida a Ganesha e foi procurar na floresta o primeiro ser vivo que encontrasse, que era um pequeno elefante prestes a morrer. Ele pediu à mãe elefante permissão para ficar com a cabeça do filho. Assim, Shiva colocou a cabeça no corpo de Ganesha, renascendo um ser com corpo e cabeça de elefante.
Se repararem ele está sempre acompanhado por um pequeno rato, quem é? Representa a mente humana em constante movimento, à procura de experiências e fugindo da luz espiritual nas sombras dos desejos. A mente, como o rato, nervosa e inquieta, pode ser aliada na jornada espiritual, mas também muito facilmente um grande obstáculo que obscurece a nossa consciência.
Ganesha, o Senhor da remoção dos obstáculos da nossa vida, ele ensina que, com determinação e fé, podemos superar qualquer obstáculo e enfrentar os medos. A sua presença única, corpo humano com cabeça de elefante, simboliza harmonia entre força e gentileza, ensinando-nos a equilibrar diferentes aspectos de nossa vida.
Aceitação, humildade, devoção e fé são as lições que Ganesha compartilha. Invocado em momentos importantes, ele representa a confiança em algo maior, revelando a presença divina que permeia o nosso ser. A sua história, de morte e renovação, ecoa o ciclo da vida, lembrando-nos da impermanência e da necessidade de abraçar mudanças.
Temos vários mantras para Ganesha, fica um simples, mas muito forte:
Om gam ganapataye namah
Silvia
