
Krishna é considerado uma das encarnações do deus Vishnu, que é uma das principais divindades da trindade hindu, composta também por Brahma e Shiva (mas sobre isto vou falar um outro dia!).
A história de Krishna é encontrada no épico Mahabharata e, mais especificamente, na secção conhecida como o Bhagavad Gita. Krishna desempenha um papel crucial na batalha, servindo como condutor e conselheiro para Arjuna, um dos príncipes guerreiros, e fornecendo-lhe orientação moral e espiritual, discutindo temas como o dever (Dharma) e a natureza do ser.
Além disso, há várias histórias e lendas, como as suas danças amorosas conhecidas como “Rasa Lila” para atrair as gopis (pastoras). Costumava tocar a sua flauta nos bosques de Vrindavan. O som melodioso da flauta era irresistível e atraía as gopis. Durante esta dança, cada gopi sentia que Krishna estava exclusivamente dançando com ela mas, na verdade, Krishna multiplicava-se para que cada gopi experimentasse uma conexão pessoal e íntima com ele.
A Rasa Lila é vista como uma representação metafórica do relacionamento íntimo entre o devoto e a divindade, transcendendo as limitações do mundo físico. Esta história enfatiza o conceito de Bhakti (devoção). O amor das gopis por Krishna é puro, desinteressado e transcende as barreiras sociais e mundanas. Podemos refletir sobre quanto somos devotos ao divino, seja ele qual for? Tentar abandonar o nosso ego e desejos materiais?
Os animais associados a Krishna são o pavão e as vacas. O pavão é o seu veículo. As vacas são associadas a Krishna especialmente quando ele está representado como Gopala (o protetor das vacas). O relacionamento de Krishna com as vacas simboliza a sua conexão com a natureza e a vida pastoral, e a importância do respeito aos animas que todos deveríamos ter.
Krishna é um exemplo inspirador de como o amor é uma força multiplicadora, incentivando a prática do amor contínuo nas nossas vidas.
Silvia
