
Às vezes acordamos com a intenção de praticar, mas basta um passo até à cozinha para surgirem mil outras prioridades. Lavar a loiça. Estender a roupa. Tomar banho. E, de repente, o corpo senta-se, não no tapete, mas diante do ecrã. E lá vamos nós, deslizando o dedo, distraídos, em direcção a parte nenhuma.
Mas… e se bastassem 15 minutos?
Não para fazer tudo “certo”, mas simplesmente para ouvir o corpo e perceber como estamos. Talvez hoje seja um dia de pranayama calmo ou um krya (ou os dois). Ou talvez só queiras sentar-te com a coluna ereta e respirar. Ou pôr um vídeo simples no YouTube e deixar o movimento guiar-te.
A prática em casa traz este convite silencioso: tu és a tua própria professora, o teu próprio templo. Podes perguntar-te: o que é que eu preciso hoje?
É fácil arranjar desculpas. E às vezes nem são desculpas, são só hábitos, automatismos, desatenções. Mas o que é a prática, senão uma forma de quebrar esses ciclos?
Tal como escovar os dentes, a prática pode tornar-se parte da higiene da alma! Um pouco como na rotina do Ayurveda. Acordar, raspar a língua, lavar o rosto, respirar fundo… e escutar.
Porque se o Yoga é uma maneira de estar na vida, então que tal colocarmos a prática como parte da rotina?
O corpo fala. A mente fala. E a natureza também fala. Olhas pela janela? Um passarinho! Ou então, se a abrires, ouves o canto dele, o som do vento… ou talvez escolhas escutar um mantra suave.
Tentar sair da inércia é dar o melhor que conseguimos para nós, hoje!
Silvia
