
Mais uma pérola da mitologia hindu, daquelas histórias que atravessam o tempo, que trazem sorrisos e reflexões. São mitos, sim, mas cheios de sabedoria.
Hanuman, metade divino, metade macaco. É todo feito de força, leveza e devoção. É recordado não só pelo que faz, mas pela forma como serve: com humildade, coragem e amor profundo pelo Senhor Rama, que representa o ideal de virtude, sabedoria e dharma (o caminho justo).
Conta-se que, em criança, Hanuman viu o Sol no céu e pensou que era uma manga dourada e saltou para o apanhar. Indra, o Rei dos Deuses e Senhor do Trovão, assustado com tamanha ousadia, lançou um raio e Hanuman caiu, ferindo o maxilar. Carrega essa marca até hoje. Não como fraqueza, mas como símbolo de algo precioso: a beleza que existe nas imperfeições.
Mais tarde, quando Sita, esposa de Rama e símbolo da pureza e do amor, foi raptada e levada para Sri Lanka por Ravana, o Rei-Demónio, foi Hanuman quem atravessou o oceano num só salto, levando uma mensagem de esperança. E quando Lakshmana, irmão de Rama, ficou entre a vida e a morte, Hanuman voou em busca de uma erva rara. Sem saber qual planta colher, fez o impossível: ergueu a montanha inteira e trouxe-a consigo, como mostra esta ilustração, com o monte sagrado numa mão e o cajado na outra, envolto em luz.
Hanuman podia fazer tudo com a sua força. Mas a sua grandeza está em oferecer tudo com o coração aberto. Age sem ego, protege sem medida, ama sem condição. Servir com verdade é o maior dos poderes.
Jaya Hanuman!
Silvia
