
Li um poema do escritor português Egito Gonçalves que me inspirou a escrever:
mas respiro, respiro e construo um pulmão a que possa dar asas
A essência da vida está na respiração, na forma como inspiramos e expiramos, na maneira como absorvemos o prana, a energia vital que permeia nosso ser.
A relação entre a vida, a energia e respiração está bem descrita nos textos tradicionais do Yoga, como no Hatha Yoga Pradipika, que diz:
“Quando há prána no corpo, isso é chamado vida, quando ele o deixa resulta na morte” e ”quando o prána flutua, a mente também flutua; quando o prána se torna estável, também a mente se torna estável.”
Aprender a respirar é a fase preparatória para executar da melhor forma os Pránáyámas. O Pranayama é um dos principais grupos de técnicas de Yoga, um dos primeiros a ser desenvolvido e ao qual podemos chamar “controlo da respiração”, embora o seu significado seja muito mais amplo. O nome é composto por prana, que significa energia, e ayama, que significa expansão.
Deixo aqui os tipos de Pranayama, que irei explicar com mais detalhe nos próximos textos, e nas aulas, como sempre.
✴︎ Nadi Shodhana (Respiração Alternada), como podemos ver na animação
✴︎ Ujjayi (Respiração Victorious)
✴︎ Kapalabhati (Respiração do Crânio Brilhante)
✴︎ Bhastrika (Respiração do Sopro Rápido)
✴︎ Sitali e Shitkari (Respirações Refrescantes)
✴︎ Bhramari Pranayama (Respiração com o Ruído da Abelha)
Ao cultivar uma respiração consciente, estamos a construir, como diz o poema, um “pulmão que pode dar asas”, que nos proporciona equilíbrio mental, saúde física, controlo da ansiedade e do stress.
É noite, e ao final do dia aconselho Nadi Shodhana e, antes de dormir, respirar apenas abdominal, sem forçar a entrada e a saída do ar.
Boa noite,
Silvia
